quinta-feira, 30 de agosto de 2012

IGREJA PRIMITIVA - AS RAÍZES DA MÍSTICA CRISTÃ

Santas Perpétua e Felicidade

«As Raízes da Mística Cristã»
Olivier Clement
Tradução de Jandira S. Pimentel

Martírio: Morte e Ressurreição

Martírio significa testemunho, mas testemunhar Cristo a ponto de morrer é tornar-se um com aquele que tornou a viver. O martírio cristão é uma experiência mística, a primeira atestada na história da Igreja. Ela é registrada bem no início pelo exemplo de Estevão, o protomártir nos Atos do Apóstolos a saber: "(Estevão) cheio do Espírito Santo, olhou para os céus e viu a glória de Deus, e Jesus de pé à direita de Deus; e ele disse: 'vejo os céus abertos. E o Filho do Homem de pé à direita de Deus'. Em seguida eles o jogaram fora da cidade e o apedrejaram; enquanto o apedrejavam, ele rezava, 'Senhor Jesus, receba meu espírito'. E se ajoelhou e clamou em alta voz, 'Senhor, perdoai-lhes'. E enquanto dizia isto, ele adormeceu (Atos, 7, 55-60)". Visão da glória, rezar pelos executores. Quando a história completa seu ciclo e outra testemunha é levada à morte, esta mesma morte 'abre os céus' e permite que as energias do amor façam sua entrada no mundo.
O martírio foi a primeira forma de santidade a ser venerada na Igreja. E quando não houve mais mártires no sangue, mártires na ascese, vieram os monges por sua vez. Foram os monges que cunharam o dito que expressa o significado do martírio: 'dê seu sangue e receba o Espírito'. O martírio retorna.
Um mártir pode ser, à primeira vista, qualquer homem ou mulher. Mas quando eles são esmagados pelo sofrimento eles são identificados com o Cristo Crucificado, e o poder da ressurreição toma posse deles. Em relatos diretos compostos naquele tempo, sem embelezamento, no início do terceiro século, vemos uma jovem mulher cristã na prisão, gemendo dar à luz seu bebê (se uma mulher grávida fosse presa ela não era enviada para a morte senão depois do parto). O guardião caçoa dela. Mas Felicidade gentilmente explica a ele que no momento do martírio outro irá sofrer por ela. Sua amiga Perpétua na verdade nada sente quando é entregue aos touros selvagens. Ela é momentaneamente poupada antes de sair do êxtase do Espírito, como se acordasse de um profundo sono. E as mártires, antes de enfrentarem a morte juntas, trocam um beijo de paz, como durante a liturgia eucarística.
Para o cristão autêntico a morte não existe. Ele se lança no Cristo Ressuscitado. Nele a morte é uma celebração da vida.
Felicidade estava grávida de oito meses quando foi presa. As dores do parto a acometem. Ela sofria muito e gemia. Um dos guardiões disse a ela, 'se você já está chorando assim, que será de você quando for atirada às feras selvagens?' Felicidade respondeu a ele, 'Então haverá outro dentro de mim que sofrerá por mim porque é por causa dele que estou sofrendo'.
Perpétua foi jogada ao ar primeiro (por um touro furioso). Ela caiu de costas. Assim que pode se sentar, ela prendeu os cabelos que haviam se soltado. Um mártir não pode morrer com os cabelos desalinhados, para não parecer que estivesse pesarosa no dia de sua glória. Então se levantou e notou Felicidade que parecia ter caído. Ela foi até ela, deu-lhe a mão e ajudou-a a levantar-se. Quando viram as duas de pé, a crueldade da multidão diminuiu. As mártires foram levadas para fora pelo portão dos Vivos.
Lá, Perpétua foi recebida por um catecúmeno, Rusticus, que era muito afeiçoado a ela. Ela parecia acordar de um sono profundo, tão longo havia sido o êxtase dela. Ela olhou em volta e perguntou: 'Quando seremos entregues ao touro? Quando lhe foi dito que isso já tinha ocorrido ela não pode acreditar e recusou-se a aceitar a evidência, até que viu em suas vestes e em seu corpo os traços da provação. Então ela chamou seu irmão e o catecúmeno. Disse a eles: 'Permaneçam firmes na fé. Amem-se uns aos outros. Não deixem nossos sofrimentos serem objeto de escândalo para vocês'.
O povo exigiu que as duas mesmo feridas, fossem trazidas de volta para a arena para que pudessem apreciar o espetáculo da espada perfurando seus corpos vivos. As mártires foram ao local que a multidão exigia. Deram-se o beijo da paz para consumar seu martírio, de acordo com o rito da fé. Permaneceram imóveis para receber o golpe fatal. (O Martírio de Felicidade e Perpétua, no ano 203, em Cartago, ed. Knopf-Kruger, p. 35-44.)
O sangue dos mártires é identificado com aquele do Gólgota, e também com o da Eucaristia, que comunica o inebriar da eternidade. O mártir se torna Eucaristia, se torna Cristo. E daí porque as relíquias dos mártires, consideradas como fragmentos do cosmos glorificado, do mundo por vir, são guardadas como relíquias nos altares nos quais a Eucaristia é celebrada.
Os sonhos seguintes, que são visões, mostram as almas dos mártires tomando parte na liturgia celeste como é descrito no Apocalipse. Os jardins do paraíso com as folhas e as árvores cantando sob a brisa do Espírito; um templo ou um palácio com paredes de luz; no centro de tudo isto, o Ancião de muitos dias, cabelos brancos mas a face irradiando juventude; a face de Cristo em sua juventude do Espírito; o beijo da paz; o bocado de alimento oferecido pelo Pastor; o perfume inefável como alimento; tantos símbolos do martírio como estado místico, similar à atual experiência da Eucaristia.

Visão de Perpétua

"Então me levantei. Vi um jardim imenso. No meio havia um homem alto vestido como pastor. Estava ocupado em tirar leite das ovelhas. Em volta dele, aos milhares, homens vestidos de branco. Ele levantou a cabeça, olhou para mim e disse: 'Bem-vinda minha filha.' Ele chamou-me e deu-me um bocado de queijo que havia preparado; eu recebi isso com as mãos juntas. Comi e todos disseram 'Amém'. Ao som das vozes acordei, sentindo o sabor de uma estranha doçura em minha boca. Contei logo esta visão para meu irmão (Saturus) e compreendemos que o martírio nos aguardava."

A Visão de Saturus

"Nosso martírio havia terminado. Deixamos nossos corpos para trás. Quatro anjos nos carregaram para o Oriente mas suas mãos não nos tocavam. Quando havíamos passado através da primeira esfera que envolve a terra, vimos uma grande luz. Então eu disse a Perpétua que estava a meu lado: 'Eis aí o que o Senhor nos prometeu.' Tínhamos alcançado uma planície vasta que parecia ser um jardim com oleandros e todo tipo de flor. As árvores eram tão altas como ciprestes e suas folhas cantavam sem cessar. Chegamos a um palácio cujas paredes pareciam ser feitas de luz. Entramos e ouvimos um coro repetindo: "Santo, Santo, Santo". No hall está sentado um homem vestido de branco. Ele tem um rosto jovem e seu cabelo brilhava, branco como a neve. De cada lado dele estão quatro homens de pé. Vamos em frente maravilhados e beijamos o Senhor que nos acaricia com sua mão. Os anciãos dizem a nós 'Levantem-se'. Obedecemos e trocamos o beijo da paz. Reconhecemos muitos irmãos, mártires como nós. Por alimento tínhamos todos um perfume inefável que nos saciava plenamente." (Martírio de Felicidade e Perpétua, Ed Knopf-Kruger)

Fontes:

 http://www.ecclesia.com.br/biblioteca/hagiografia/ss_perpetua_e_felicidade.html

terça-feira, 28 de agosto de 2012

APRESENTAÇÃO DO PROJETO DO NOVO TEMPLO

Chegou o dia tão esperado para a história de nossa Paróquia.
Aconteceu ontem, no salão comunitário, a apresentação do projeto da nova igreja. 

Projeto este elaborado e muito bem detalhado pelo arquiteto Renato Aurélio Barbosa.
Renato, casado com  Rosa Maria Engler Barbosa  e pai de treze filhos, tem uma história de vida encantadora, marcada por muita fé e obediência.
Sua relação de amizade com o Padre José Antonio, já dura 20 anos, pois se conheceram quando Padre José ainda era seminarista. Juntos participaram do projeto da Igreja em Belém, de onde veio Padre José.
Renato, missionário Itinerante do Caminho Neocatecumenal, achava que não colocaria mais em prática sua profissão de arquiteto, até o momento que participou de cursos com Sr. Kiko Arguello (Fundador do Caminho Neocatecumenal) e assim pôde fazer uma atualização em Arquitetura Sacra.
O projeto foi mostrado por ele, com a presença de muitos membros da Paróquia. Com uma linguagem simples, porque simplicidade é uma característica marcante de sua personalidade, ele explanou o projeto e nos proporcionou uma envolvente catequese, onde ele colocou as importantes relações que há entre a arquitetura e os ritos e sinais de nossa tão rica liturgia.
 As imagens do projeto, serão apresentadas no momento oportuno pois aguarda aprovações e aperfeiçoamentos. 
A impressão que a maioria das pessoas tiveram é de um projeto belíssimo e cheio de significados.

Então, tudo oque nos resta é rezar muito para que Deus suscite benfeitores e tudo se torne realidade e assim, possamos juntos, no futuro contemplar esta obra que com certeza será reflexo do amor do Pai por nós.

Padre José, Arquiteto Renato e sua esposa Rosa.

O Santo do dia

            SANTO AGOSTINHO DE HIPONA  
                       DOUTOR DA IGREJA

Aurélio Agostinho nasceu, no dia 13 de novembro de 354, na cidade de Tagaste, hoje região da Argélia, na África. Era o primogênito de Patrício, um pequeno proprietário de terras, pagão. Sua mãe, ao contrário, era uma devota cristã, que agora celebramos, como santa Mônica, no dia 27 de agosto. Mônica procurou criar o filho no seguimento de Cristo. Não foi uma tarefa fácil. Aliás, ela até adiou o seu batismo, receando que ele o profanasse. Mas a exemplo do provérbio que diz que "a luz não pode ficar oculta", ela entendeu que Agostinho era essa luz.  
Aos dezesseis anos de idade, na exuberância da adolescência, foi estudar fora de casa. Na oportunidade, envolveu-se com a heresia maniqueísta e também passou a conviver com uma moça cartaginense, que lhe deu, em 372, um filho, Adeodato. Assim era Agostinho, um rapaz inquieto, sempre envolvido em paixões e atitudes contrárias aos ensinamentos da mãe e dos cristãos. Possuidor de uma inteligência rara, depois da fase de desmandos da juventude centrou-se nos estudos e formou-se, brilhantemente, em retórica. Excelente escritor, dedicava-se à poesia e à filosofia. 
Procurando maior sucesso, Agostinho foi para Roma, onde abriu uma escola de retórica. Foi convidado para ser professor dessa matéria e de gramática em Milão. O motivo que o levou a aceitar o trabalho em Milão era poder estar perto do agora santo bispo Ambrósio, poeta e orador, por quem Agostinho tinha enorme admiração. Assim, passou a assistir aos seus sermões. Primeiro, seu interesse era só pelo conteúdo literário da pregação; depois, pelo conteúdo filosófico e doutrinário. Aos poucos, a pregação de Ambrósio tocou seu coração e ele se converteu, passando a combater a heresia maniqueísta e outras que surgiram. Foi batizado, junto com o filho Adeodato, pelo próprio bispo Ambrósio, na Páscoa do ano de 387. Portanto, com trinta e três e quinze anos de idade, respectivamente. 
Nessa época, Agostinho passou por uma grande provação: seu filho morreu. Era um menino muito inteligente, a quem dedicava muita atenção e afeto. Decidiu, pois, voltar com a mãe para sua terra natal, a África, mas Mônica também veio a falecer, no porto de Óstia, não muito distante de Roma. Depois do sepultamento da mãe, Agostinho prosseguiu a viagem, chegando a Tagaste em 388.
Lá, decidiu-se pela vida religiosa e, ao lado de alguns amigos, fundou uma comunidade monástica, cujas Regras escritas por ele deram, depois, origem a várias Ordens, femininas e masculinas. Porém o então bispo de Hipona decidiu que "a luz não devia ficar oculta" e convidou Agostinho para acompanhá-lo em suas pregações, pois já estava velho e doente. Para tanto ele consagrou Agostinho sacerdote e, logo após a sua morte, em 397, Agostinho foi aclamado pelo povo como novo bispo de Hipona. 
Por trinta e quatro anos Agostinho foi bispo daquela diocese, considerado o pai dos pobres, um homem de alta espiritualidade e um grande defensor da doutrina de Cristo. Na verdade, foi definido como o mais profundo e importante filósofo e teólogo do seu tempo. Sua obra iluminou quase todos os pensadores dos séculos seguintes. Escreveu livros importantíssimos, entre eles sua autobiografia, "Confissões", e "Cidade de Deus". 
Depois de uma grave enfermidade, morreu amargurado, aos setenta e seis anos de idade, em 28 de agosto de 430, pois os bárbaros haviam invadido sua cidade episcopal.

Fonte: www.derradeirasGraças

domingo, 26 de agosto de 2012

Evangelho do Domingo,26 de Agosto de 2012 21º Domingo do Tempo Comum - Ano B


Evangelho segundo S. João 6,60-69.

 
Naquele tempo, muitos discípulos, ao ouvirem Jesus, disseram: «Que palavras insuportáveis! Quem pode entender isto?»
Mas Jesus, sabendo no seu íntimo que os seus discípulos murmuravam a respeito disto, disse-lhes: «Isto escandaliza-vos?
E se virdes o Filho do Homem subir para onde estava antes?
É o Espírito quem dá a vida; a carne não serve de nada: as palavras que vos disse são espírito e são vida.
Mas há alguns de vós que não crêem.» De facto, Jesus sabia, desde o princípio, quem eram os que não criam e também quem era aquele que o havia de entregar.
E dizia: «Por isso é que Eu vos declarei que ninguém pode vir a mim, se isso não lhe for concedido pelo Pai.»
A partir daí, muitos dos seus discípulos voltaram para trás e já não andavam com Ele.
Então, Jesus disse aos Doze: «Também vós quereis ir embora?»
Respondeu-lhe Simão Pedro: «A quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna!
Por isso nós cremos e sabemos que Tu é que és o Santo de Deus.»
 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org

Comentário ao Evangelho do dia feito por :


Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja
Homilia 25 sobre São João, 14-16 



«Também vós quereis ir embora?»
 
«Meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão que vem do Céu, pois o pão de Deus é o que desce do Céu e dá a vida ao mundo» (Jo 6,32-33). [...] Vós desejais este pão do céu, ele está à vossa frente e não o comeis. «Eu já vos disse: Vós vedes-Me e não Me acreditais» (Jo 6,36). «Que importa se alguns deles não creram? Acaso a sua incredulidade destruirá a fidelidade de Deus?» (Rm 3,3) Vede então: «Tudo o que o Pai Me dá virá a Mim e não repelirei aquele que vem a Mim» (Jo 6,37). Que interioridade é esta de onde não se sai? Um grande recolhimento, um doce segredo. Um segredo que não cansa, liberto da amargura dos maus pensamentos, isento do tormento das tentações e das dores. Não será num segredo destes que entrará aquele servo fiel que ouve dizer: « Entra no gozo do teu senhor» (Mt 25,21)?

«Não repelirei aquele que vem a Mim, porque desci do Céu não para fazer a Minha vontade mas a d'Aquele que Me enviou» (Jo 6,38). Mistério profundo! [...] Sim, para curar a causa de todos os males, isto é a soberba, o Filho de Deus desceu e fez-Se humilde. Por que és arrogante, ó homem? Deus fez-Se humilde por tua causa. Talvez te envergonhes por imitar a humildade de um homem; imita então a humildade de Deus. [...] Deus fez-Se homem; tu, ó homem, reconhece que és homem: toda a tua humildade consiste em conheceres-te. E é porque Deus ensina a humildade que disse: «Desci do Céu para fazer a vontade d'Aquele que Me enviou. [...] Desci do Céu humilde, para ensinar a humildade como mestre de humildade. Aquele que vem a Mim tornar-se-á membro do Meu Corpo; aquele que vem a Mim tornar-se-á humilde. [...] Não fará a sua vontade, mas a de Deus; por isso não será repelido como quando era arrogante» (cf Gn 3,24).

ENCONTRO DE ESPIRITUALIDADE COM OS CASAIS

Neste Domingo tivemos o II Encontro de Espiritualidade com os casais e o Pe José Antonio. 

Cerca de 30 pessoas participaram desse momento de celebração e orientação espiritual com o nosso pároco e alguns casais entre eles alguns bens jovens como os casais Patrícia e Anderson e Luciane e Vagner. Confiram algumas imagens:











Patricia e Anderson
com os 3 filhos
casados a 7 anos



Luciane e Vagner
esperando o 1º filho do casal
para novembro 
casados a 6 anos

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Nossa Senhora Rainha

Instituída pelo Papa Pio XII, celebramos hoje a Memória de Nossa Senhora Rainha, que visa louvar o Filho, pois já dizia o Cardeal Suenens: "Toda devoção a Maria termina em Jesus, tal como o rio que se lança ao mar".


   Paralela ao reconhecimento do Cristo Rei encontramos a realeza da Virgem a qual foi Assunta ao Céu. Mãe da Cabeça, dos membros do Corpo místico e Mãe da Igreja; Nossa Senhora é aquela que do Céu reina sobre as almas cristãs, a fim de que haja a salvação: "É impossível que se perca quem se dirige com confiança a Maria e a quem Ela acolher" (Santo Anselmo). 

   Nossa Senhora Rainha, desde a Encarnação do Filho de Deus, buscou participar dos Mistérios de sua vida como discípula, porém sem nunca renunciar sua maternidade divina, por isso o evangelista São Lucas a identifica entre os primeiros cristãos: "Maria, a mãe de Jesus" (Atos 1,14). Diante desta doce realidade de se ter uma Rainha no Céu que influencia a Terra, podemos com toda a Igreja saudá-la: "Salve Rainha" e repetir com o Papa Pio XII que instituiu e escreveu a Carta Encíclica Ad Caeli Reginam (à Rainha do Céu): "A Jesus por Maria. Não há outro caminho".


Fonte: Canção Nova

Nossa Senhora Rainha, rogai por nós!


domingo, 19 de agosto de 2012

APRESENTAÇÃO DO CORAL PAROQUIAL

Para os paroquianos que estiveram presentes na Missa das 18:30 desse Domingo onde celebramos a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora o Coral de nossa paróquia reservou uma belíssima e emocionante apresentação. 

CONFIRAM AS IMAGENS























Solenidade - Festa da Assunção de Nossa Senhora - 19 de Agosto - 20º Domingo do Tempo Comum - Ano B

 Assunção de Nossa Senhora (transferida do dia 15)


  Naquele tempo, enquanto Jesus falava ao povo, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e disse: "Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram". (Lc 11, 27-28)


Texto de São Josemaria Escrivá

“A Virgem Imaculada, preservada imune de toda a mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrena, foi elevada ao céu em corpo e alma e exaltada pelo Senhor como rainha do universo”.
Catecismo da Igreja Católica, 966

Mais que Ela só Deus

Assumpta est Maria, in coelum, gaudent angeli. Maria foi levada por Deus, em corpo e alma, para os Céus. Há alegria entre os anjos e os homens. Qual a razão desta satisfação íntima que descobrimos hoje, com o coração que parece querer saltar dentro do peito e a alma cheia de paz?. Celebramos a glorificação da nossa Mãe e é natural que nós, seus filhos, sintamos um júbilo especial ao ver como é honrada pela Trindade Beatíssima (…).
Todos somos seus filhos; ela é Mãe de toda a Humanidade. E agora, a Humanidade comemora a sua inefável Assunção: Maria sobe aos céus, Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho, Esposa de Deus Espírito Santo. Mais do que Ela, só Deus.
Cristo que passa,171

Naturalidade. Assim Maria viveu

Se Deus quis, por um lado exaltar a sua Mãe, por outro, durante a sua vida terrena, não foram poupados a Maria a experiência da dor, nem o cansaço do trabalho, nem o claro-escuro da fé. Àquela mulher do povo, que, certo dia, irrompe em louvores a Jesus, exclamando Bem aventurado o ventre que te trouxe e os peitos a que foste amamentado, o Senhor responde: Antes bem aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus, e a põem em prática. Era o elogio da sua Mãe, do seu fiat, do faça-se, sincero, entregue, cumprido até às últimas consequências, que não se manifestou em acções aparatosas, mas no sacrifício escondido e silencioso de cada dia (…)..

Para sermos divinos, para nos "endeusarmos", temos de começar por ser muito humanos, vivendo face a Deus dentro da nossa condição de homens correntes, santificando esta aparente pequenez. Assim viveu Maria. A cheia de graça, a que é objecto das complacências de Deus, a que está acima dos anjos e dos santos teve uma existência normal. Maria é uma criatura como nós, com um coração como o nosso, capaz de gozo e de alegrias, de sofrimento e de lágrimas. Antes de Gabriel lhe comunicar o querer de Deus, não sabe que tinha sido escolhida desde toda a eternidade para ser Mãe do Messias. Considera-se a si mesma cheia de baixeza; por isso, reconhece logo, com profunda humildade, que fez em mim grandes coisas Aquele que é Todo-poderoso.
Cristo que passa, 172

Servir com alegria

Servi ao Senhor com alegria. Não há outro modo de servi-Lo, Deus ama quem dá com alegria, quem se entrega totalmente num sacrifício gostoso porque não há motivo algum que justifique o desânimo!

Talvez julgueis que este optimismo é excessivo, porque todos os homens conhecem as suas insuficiências e os seus fracassos, experimentam o sofrimento, o cansaço, a ingratidão, talvez até o ódio. Nós, os cristãos, se somos iguais aos outros, como poderemos estar livres dessas constantes da condição humaniza? (…)

A festa da Assunção de Nossa Senhora apresenta-nos a realidade dessa feliz esperança. Somos ainda peregrinos, mas a Nossa Mãe precedeu-nos e aponta-nos já o termo do caminho. Repete-nos que é possível lá chegar e que, se formos fiéis, lá chegaremos, pois a Santíssima Virgem não é só nosso exemplo, mas também auxílio dos cristãos. E perante a nossa petição - Monstra te esse Matrem mostra que és Mãe - não pode nem quer negar-se a cuidar dos seus filhos com solicitude maternal.
Cristo que passa, 177

Hoje, em união com a Igreja, celebramos o triunfo da Mãe, Filha e Esposa de Deus. E estamos alegres porque Maria, depois de acompanhar Jesus desde Belém até à Cruz, está junto dele em corpo e alma, gozando da sua glória por toda a eternidade.
Cristo que passa, 176


Fonte:  http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/a-assuncao-de-nossa-senhora

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A vida de Santa Bernadette Soubirous - Parte 1 - continuação


O “calabouço” onde empobrecidos, decadentes, humilhados, os Soubirous tinham encontrado refúgio, era sem dúvida o mais sórdido reduto da antiga cadeia local. Uma das janelas do calabouço apresentava ainda grades de ferro e era preciso evitar abri-la, pois da área para a qual dava, subia o cheiro do esterco que o proprietário ali deixava curtir. Nesse cubículo de teto baixo, paredes enegrecidas, chão de Lages gastas, instalaram os Soubirous como puderam o que lhes restava de mobília, sequer mesa tinham. “Quantas vezes – contou Jeanne Abadie, amiga de Bernadette – “eu a encontrei tomando a sua pobre tigela de sopa a beirada da janela, diante do monte de estrume!”
E isso quando havia sopa! Acontecia faltar até o pão, porque o pai, que se empregava por dia, na cidade, não encontrara serviço; porque a mãe, não tivera roupa para lavar, nem chamados para arrumação de casas. Bernadette, no entanto, segue pontualmente o catecismo do Padre Pomian, capelão do Asilo onde as irmãs de caridade têm também uma escola, porém as palavras do livro não lhe ficam na memória, têm muita dificuldade pois falava em dialeto próprio de sua região. Ignorante, pobre, é ela por certo a mais deserdada das meninas de Lourdes.
Eis no seu quadro de miséria, a heroína sobre a qual, por desígnio incomparável, o Céu fixou a sua escolha.


 
2ª PARTE 
 A PRIMEIRA APARIÇÃO


Na manhã da quinta-feira 11 de fevereiro de 1885, Luisa Soubirous verifica que falta lenha para o fogão. Bernadette, sua irmã Toinette e Jeanne Abadie, uma vizinha de doze anos, vão juntas buscar gravetos na floresta. Se possível, procurarão apanhar também alguns ossos que possam vender, para comprar pão. Mas o que haverá para lá daqueles rochedos banhados pelo canal, chamado de “Massabielle” (massa velha)?
Ao pé de Massabielle, cavou-se uma gruta natural, à qual as enchentes do Gave trouxeram monetes de areia e gravetos. À direita dessa gruta, abre-se no rochedo uma cavidade de forma oval, de onde caem os ramos de um pé de eglantina (roseira silvestre). Mas para chegar até lá é preciso atravessar o canal. A água parada ali existente não pode ser transposta de um salto. Jeanne e Toinette tiram os tamancos, jogam-nos à outra margem, entram com os pés descalços na água gelada e passam para o outro lado, Bernadette com receio da água gelada, pelo mal que sofre hesita atravessar, mas com medo de ficar ali sozinha, decide afinal a retirar a primeira meia quando escuta um rumor de vento.
A menina mergulha o pé na água e ouve mais uma vez o mesmo ruído e olha então para o lado da gruta e segundo as palavras da própria Bernadette que mais tarde descreveria assim: “Logo após, na abertura do rochedo, vi uma jovem toda branca, pouco mais alta do que eu, que me cumprimentou com ligeira inclinação de cabeça. Ao mesmo tempo, afastou um pouco do corpo seus braços estendidos, abrindo as mãos, como a Santa Virgem. No seu braço direito, pendia um rosário. Tive medo, recuei, quis chamar as duas pequenas, mas não tive coragem, sendo que por diversas vezes, esfreguei os olhos, pensando estar enganada.
“Levantando de novo o olhar, vi a jovem que me sorria graciosamente e parecia convidar-me a chegar mais perto. Mas eu ainda tinha medo. Não era porém, um medo como eu tinha sentido em outras ocasiões, pois teria ficado sempre ali parada, a olhar “aquero” – aquela lá! Sendo que quando a gente tem medo mesmo, vai embora depressa. Veio-me então a ideia de rezar. Pus a mão no bolso, tirei o terço que trago habitualmente comigo, ajoelhei-me e quis fazer o sinal da cruz, mas não pude levar a mão a testa: ela caiu-me.
“A jovem, no entanto, colocou-se de lado e virou-se para mim. Desta vez ela segurava o seu grande terço na mão. Persignou-me como para rezar. Minha mão tremia. Experimentei fazer de novo o sinal da cruz e consegui. Depois disso não tive mais medo. Comecei a rezar o terço. A jovem senhora fazia deslizar as contas do seu, entre os dedos, mas não mexia os lábios. Enquanto eu rezava, olhava-a o mais que podia.
“Ela usava um vestido branco, que chegava até os pés, dos quais só aparecia a ponta. O vestido era fechado rente ao pescoço por um franzido do qual pendia um cordão. Um véu branco cobria-lhe a cabeça e descia pelos ombros e pelos braços até quase à barra do vestido. Sobre cada um dos pés, vi uma rosa amarela. A faixa do vestido era azul e caia até abaixo dos joelhos. A corrente do terço era amarela, as contas brancas, grandes e muito distantes umas das outras. Quando terminei ela cumprimentou-me sorrindo, depois recuou dentro do nicho e desapareceu de repente”.
Quando depois de um quarto de hora, Toinette e Jeanne Abadie voltaram para Massabielle, cada uma com seu feixe de lenha, viram Bernadette do outro lado do canal, de joelhos, em êxtase, imóvel, com olhos bem abertos, “branca como se estivesse morta” e de repente voltou a ficar como antes.
No trajeto de volta, Bernadette não se contém e narra a Toinette o que lhe acontecera e quando chegam ao calabouço esta conta imediatamente a mãe, ao que esta já acredita tratar-se de alguma alma penada de algum parente que encontrava-se no purgatório e pede-lhes que rezem.


 A Gruta de Massabielle em 1858




quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O Santo do dia

                                                 São Tarcísio, 
Patrono dos coroinhas e dos Ministros Extraordinários da                                                                                             Eucaristia                       
                                     

   Tarcísio era coroinha na Igreja de Roma, no ano 258 aproximadamente. Ele acompanhava o Papa Sisto II na Missa (esse Papa morreria no mesmo ano, por ser cristão). Nessa época, a Missa era celebrada embaixo da terra, nas catacumbas, devido às perseguições do imperador romano, Valeriano.
   Quando os cristãos eram presos, quase sempre eram mortos, e era costume levar a Eucaristia (às escondidas) para que eles não desanimassem e nem perdessem a fé.
   Um dia, às vésperas de um martírio de cristãos, era preciso levar a Eucaristia a eles. O problema era a falta de pessoas que o fizessem. Foi quando Tarcísio se ofereceu para tal serviço. O Papa Sisto II e os demais cristãos que estavam nas catacumbas não concordaram com a idéia, pois Tarcísio poderia ser morto. Tarcísio, porém, argumentou que, por ser uma criança, ninguém desconfiaria dele. Afirmou, ainda, que preferia morrer a entregar a Eucaristia aos pagãos romanos. Após ter dito isso, seu nome foi aceito.
- Vai, Tarcísio - exclamou o Papa.
- Aqui estão as hóstias consagradas. Aqui está Jesus, que irás levar aos nossos irmãos prisioneiros. Que Ele te acompanhe. Vai, meu filho!
   O pequeno coroinha subiu as escadinhas sombrias do subterrâneo e ganhou a rua. Parece que ninguém reparou naquele menino que caminhava um tanto fora da rua, com as mãos sobre o peito, guardando o bem mais precioso: A Sagrada Eucaristia.
   Passando por um caminho, chamado de VIA ÁPIA, alguns garotos chamaram Tarcísio.
- Venha brincar conosco. Falta um parceiro para começar o jogo.
- Agora não posso. Vou levando um recado urgente. Na volta, sim.
- Queremos agora… Mas o que vai levando aí? Mostre-nos logo.
   Ele se recusou. Os garotos insistiram, ameaçaram, empurraram. Ele resistia porque, pagãos como eram, poderiam profanar as sagradas espécies. A resistência fez recrudescer o assanhamento dos garotos. Começaram a dar-lhe pontapés e pedradas. O menino caiu no chão, ensanguentado.
   As mãos continuavam protegendo a Santa Eucaristia. Foi quando apontou ali um soldado, guarda do quarteirão. Era Quadrato que, às escondidas, costumava freqüentar o culto dos cristãos. Os moleques fugiram ao ver o soldado aproximar-se. Levantando do chão o pequeno mártir, exclamou surpreso e comovido:
- É o Tarcísio. Já vi esse menino nas catacumbas…
   O pequeno mártir morreu nos braços do soldado, com as mãos apertando ainda a Santa Eucaristia contra o peito.

   Tarcísio: o pequeno coroinha que, desde cedo amou Jesus Cristo na Sagrada Eucaristia, é para nós hoje, um exemplo a ser seguido.
São Tarcísio, rogai por nós!

(fonte: Catedral.org.br)

domingo, 12 de agosto de 2012

BAZAR DAS ARTEIRAS

NESTE DOMINGO - 12 DE AGOSTO 
TIVEMOS O BAZAR DAS ARTEIRAS. 


"AS ARTEIRAS" é um grupo formado por senhoras de nossa comunidade que se reúnem para a confecção de artigos de artesanato em geral e repassam a preços reduzidos para a toda comunidade local. Neste domingo elas organizaram um brechó com artigos novos e seminovos, oriundos na maioria de doações. Este também é mais um gesto que demonstra o empenho e a comunhão de nossos paroquianos em prol da construção do novo templo da igreja.

CONFIRA ALGUMAS IMAGENS:























Evangelho de Domingo - 12 de agosto - 19º Domingo do Tempo Comum

Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 6,41-51
 
- Aleluia, Aleluia, Aleluia!
- Eu sou o pão vivo, descido dos céu; quem deste pão come, sempre há de viver. Eu sou o pão vivo, descido do céu, amém, aleluia, aleluia! (Jo 6, 51)
- Aleluia, Aleluia, Aleluia!


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo São João:
Naquele tempo, 41os judeus começaram a murmurar a respeito de Jesus, porque havia dito: "Eu sou o pão que desceu do céu". 42Eles comentavam: "Não é este Jesus, o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe? Como então pode dizer que desceu do céu?" 43Jesus respondeu: "Não murmureis entre vós. 44Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. 45Está escrito nos profetas: 'Todos serão discípulos de Deus'. Ora, todo aquele que escutou o Pai, e por ele foi instruído, vem a mim. 46Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. 47Em verdade, em verdade vos digo, quem crê, possui a vida eterna. 48Eu sou o pão da vida. 49Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 50Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. 51Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo".
- Palavra da salvação
- Glória a Vós, Senhor.
Comentário ao Evangelho do dia feito por
 Santa Faustina Kowalska

(1905-1938), religiosaDiário, 1393
(Fátima, Marianos da Imaculada Conceição, 2003)


«Se alguém comer deste pão, viverá eternamente»
Jesus, Pão dos anjos, delícia do meu coração,
Todo o meu ser em Vós se abisma em fundura.
E vivo como os que no céu têm eleição,
Certa da vida sem fim, ainda que na sepultura.
Jesus eucaristia, Vós, ó Deus imortal,
E que sempre permaneceis em meu coração,
E enquanto Vos tenho não há morte fatal
Diz-me o amor que de Vós, por fim, terei visão.
Abismo-me em Vossa divina vida.
Olho o céu, quase aberto, tranquilizada,
E a morte envergonhada fito de fugida,
Pois divina vida na minh'alma é encerrada.
Senhor, que pelo Vosso santo querer
A morte venha este meu corpo tocar,
Desejo o mais breve tal enlace acontecer.
Pois assim na vida eterna hei-de ingressar.
Jesus, vida da minha alma, eucaristia,
Vós me elevastes às esferas eternas,
Em terrível suplício pela Paixão e agonia

Fonte: Arautos do Evangelho

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Ser Pai, uma vocação de amor.

   Na próxima semana a Igreja nos convida a refletir e rezar pela vocação para a  vida em família, pois é na família onde desenvolvemos a nossa fé e aprendemos as coisas de Deus.

   E com atenção ao homem, que recebeu um chamado de Deus a ser Pai, onde muito mais que assumir 50% de uma carga genética, ou criar alguém, é importante que ele saiba que a vocação de Pai está intimamente ligada à vida, dom de Deus.

   Ser pai exige entrega, sacrifício e renuncia.

   São José, modelo de Pai, homem justo que protegeu Jesus, exemplo de tantas virtudes e de fé, acreditou e realizou o plano salvífico do Senhor quando o anjo lhe disse:
"José, filho de Davi, não temas de receber Maria como tua esposa, pois oque ela concebeu é obra do Espírito Santo" (Mt 1,20).



 Rezemos e peçamos a São José, que viveu plenamente esta vocação concedida pelo próprio Deus, que interceda por todos os pais para que vivam plenamente a vocação que Deus lhe concedeu: ser Pai.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

A VIDA DE SANTA BERNADETTE SOUBIROUS

1ª PARTE - A INFÂNCIA POBRE


No domingo 7 de janeiro de 1844, dia imediato a Epifania, em Lourdes, no moinho de Boly junto ao riacho Lapaca, nascia uma menina que dois dias mais tarde seria batizada com o nome de Marie Bernarde, sendo a primogênita do casal François Soubirous e Louise Casterot.
Infelizmente grandes reveses viriam a perturbar a tranquilidade dos Soubirous, devido a grande bondade do casal sofreram muitos calotes de pessoas mal intencionadas, porque nenhum dos dois sabia escrever. Também o moinho concorreu para a penúria dos Soubirous que imaginavam quando da morte da avó Casterot, se tornariam seus proprietários, porém a digna viúva era apenas arrendatária, o velho moinho já muito gasto, aos poucos tornava-se imprestável. A freguesia ia escassando pois a farinha do outrora afamado moinho de Boly, já não tinha mais a mesma alvura. Os negócios iam muito mal.
Bernadete contava apenas dez meses, quando certa noite, sua mãe que esperava para breve outra criança, sentada à lareira teve o seio queimado por uma vela acesa que caiu sob ambas, impossibilitando a amamentação, o que fez com que a senhora  a entregasse para uma dama de leite, ao preço de 5 francos por mês. Nasceu então Jean Soubirous o segundo filho do casal, que após dois meses partiu para o céu, fazendo a Senhora  trazer a filha Bernadette de volta.
A menina era de saúde frágil e quando a cólera assolou os bairros de Lordes em 1855 a menina quase sucumbiu ao terrível mal. Nessa mesma época, a família agora com quatro filhos, viu-se obrigada a mudar novamente, pois com a morte da avó Casterot, coube-lhes apenas 900 francos que foram totalmente investidos para a compra de um moinho novo. A família teve que se instalar em uma cabana, combinaram que Luisa ajudaria nos trabalhos do campo, enquanto Francisco cuidaria sozinho do moinho, cuja maquinaria era das mais primitivas e de fraca produção.
As tosses constantes de Bernadette já indicava o que mais tarde se tornaria um grande sacrifício em sua vida a asma.
Apesar de todo sacrifício do Sr Soubirous para manter a família, foi em vão e em 1856 se depararam com a falência e a miséria. Restando-lhes apenas um último abrigo por quantia mínima, um fétido e úmido cubículo, onde fora a prisão da cidade, os quais os habitantes de Lourdes haviam batizado de: “o calabouço”.
A sra Luisa então solicita ajuda a ama de leite, que ainda nutre muito carinho pela menina Bernadette e esta lhe consegue um serviço na granja de seu marido em troca de alguns trocados para o pão. Também se encarregou de procurar escola para ela, pois devido as dificuldades dos pais de se estabelecerem em um local, a pobrezinha apesar de já contar com mais de dez anos, não havia frequentado escola e ainda precisaria que lhe ensinassem o catecismo.
A menina, agora empolgada com o ensino, vê-se de frente ao seu mais novo desafio, aprender a leitura e o catecismo que era para ela por demais complicado, mas percebendo o persistente interesse, o marido de sua ama de leite, oferece mais um ofício a Bernadette a de pastorinha de suas ovelhas.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR

A festa da "Transfiguração do Senhor" acontece no
           mundo cristão desde o século V.

                               

O Evangelho que a liturgia  nos apresenta, mostra-nos a belíssima cena da transfiguração de Jesus!









 “Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou sozinhos a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E transfigurou-se  diante deles. Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar”
A transfiguração de Jesus revelou aos discípulos a Sua  intimidade com o Pai, assegurando-os da Sua ressurreição após Sua morte de cruz!
Na transfiguração, os discípulos Pedro, Tiago e João, puderam visualizar o encontro de Jesus com o Pai. A partir de então, eles, que andavam tristes, desapontados com as últimas revelações  de Jesus, sobre a proximidade de sua morte, se encheram de alegria, com a  certeza de que a vida e ação de Jesus, não terminaria com a sua morte.
Hoje nós sabemos que a ação de Jesus no mundo, tornou mais forte ainda depois de  sua morte, e  com a ressurreição, sua vida se amplia cada vez mais, no coração humano.
Assim como Pedro desejou construir três tendas para que eles pudessem ficar no alto da montanha com Jesus, longe dos perigos e sem precisar batalhar a vida, nós também, certamente desejaríamos  o mesmo, essa  pode  ser a  nossa grande tentação dos dias de hoje: buscar nossa comodidade, bem estar, sem pensar no outro. 
Jesus é muito claro: rezar, ouvir e meditar a palavra de Deus é muito bom e O agrada muito, mas precisamos descer do alto da “montanha”, ir mais além, andar com os pés neste chão duro, com olhar sempre voltado para as margens do caminho, pois é lá, que estão os rostos desfigurados de tantos irmãos, que contam conosco para se transfigurarem!
Precisamos sair de nossas tendas, do nosso  comodismo, descruzar nossos braços, desvendar nossos olhos e nos por à caminho!
O episódio da transfiguração deve nos animar ao longo de toda nossa vida, especialmente quando esta transfiguração mostra o lado da cruz. Não precisamos temer a cruz, pois Jesus nos trouxe a certeza da vitória!
Guardemos dentro de nós, o brilho do rosto transfigurado de Jesus, brilho que servirá como  farol  iluminando-nos nas travessias escuras de nossa vida!

Fonte: Liturgia Diária Comentada

domingo, 5 de agosto de 2012

Evangelho de Domingo, 05/08 - 18º Domingo do Tempo Comum - Ano B

Evangelho segundo S. João 6,24-35.
 
Naquele tempo, quando a multidão viu que nem Jesus nem os seus discípulos estavam ali, a multidão subiu para os barcos e foi para Cafarnaúm à procura de Jesus.
Ao encontrá-lo no outro lado do lago, perguntaram-lhe: «Rabi, quando chegaste cá?»
Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: vós procurais-me, não por terdes visto sinais miraculosos, mas porque comestes dos pães e vos saciastes.
Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará; pois a este é que Deus, o Pai, confirma com o seu selo.»
Disseram-lhe, então: «Que havemos nós de fazer para realizar as obras de Deus?»
Jesus respondeu-lhes: «A obra de Deus é esta: crer naquele que Ele enviou.»
Eles replicaram: «Que sinal realizas Tu, então, para nós vermos e crermos em ti? Que obra realizas Tu?
Os nossos pais comeram o maná no deserto, conforme está escrito: Ele deu-lhes a comer o pão vindo do Céu.»
E Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do Céu, mas é o meu Pai quem vos dá o verdadeiro pão do Céu,
pois o pão de Deus é aquele que desce do Céu e dá a vida ao mundo.»
Disseram-lhe então: «Senhor, dá-nos sempre desse pão!»
Respondeu-lhes Jesus: «Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não mais terá fome e quem crê em mim jamais terá sede.

Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
«The Word To Be Spoken», cap. 6 
 

«Eu sou o pão da vida. Quem vem a Mim não mais terá fome»
 

Nas Escrituras, quando se fala da ternura de Deus pelo mundo, lemos que «tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o Seu Filho Unigénito» Jesus (Jo 3,16), para ser como nós e nos trazer a boa nova de que Deus é amor, de que Deus vos ama e me ama. Deus quer que nos amemos uns aos outros como Ele ama cada um de nós (cf Jo 13,34).

Sabemos todos, olhando a cruz, até onde Jesus nos amou. Quando olhamos a eucaristia, sabemos quanto nos ama agora. Foi por isso que Se fez «pão de vida» a fim de satisfazer a nossa fome do Seu amor; e depois, como se não bastasse, tornou-Se Ele próprio o faminto, o indigente, o sem abrigo, para que vós e eu pudéssemos satisfazer a Sua fome do nosso amor humano. Porque foi para isso que fomos criados, para amar e ser amados. 


                                                                                       fonte: Evangelho Quotidiano - EAQ

sábado, 4 de agosto de 2012

Santo do Dia - São João Maria Vianney

São João Maria Vianney: o Patrono dos Sacerdotes

São João Maria Vianney. Sacerdote pároco de Ars, da Terceira Ordem (1786- 1859). Canonizado por Pio XI, em 31 de maio de 1925.
João Maria Vianney nasceu em 08 de maio de 1786 em Dardilly, perto de Lion, filho de Mateus e Maria Beluze. Sua infância foi marcada pelos acontecimentos trágicos da revolução francesa. Em 1799, recebeu a Primeira Comunhão clandestinamente em uma casa particular e de sua própria mãe,a instrução religiosa.
Por causa de seu ardente desejo de ser sacerdote, enfrentou uma dura luta para ter êxito nos estudos, por que sua intelectualidade estava abaixo da média. Mas, o amor às vezes consegue mais do que o talento. Era enorme seu amor pelas almas.
A 13 de agosto de 1815, depois de enormes dificuldades, que pareciam insuperáveis por causa dos obstáculos que havia encontrado nos estudos, foi ordenado sacerdote.
No início de 1800, inesperadamente brilhou uma nova luz em toda a França, passado o furacão napoleônico, que havia deixado ruínas materiais e espirituais por toda parte.
Em 1818 João Maria tinha 32 anos e os superiores, pela escassez de sacerdotes, confiaram-lhe a paróquia de Ars, um lugar afastado, onde nenhum sacerdote havia desejado ficar.
Ele lá chegou como um bom filho de São Francisco, humildemente, a pé, como um pobre entre os pobres e logo tentou conquistar aquelas almas. 0 espírito franciscano que havia assimilado na Ordem Terceira da Penitência, o sustentou e o guiou no ministério pastoral.
Em seu confessionário, ondeàs vezes sustentou lutas corpo a corpo com o inimigo, permanecia até 18 horas diárias, convertertendo- se em uma espécie de altar da misericórdia, onde começaram a acorrer pessoas de todas as partes da França e da Europa.
O Santo Cura D’Ars nunca saiu ao vestíbulo para chamar as pessoas, nem correu pelas ruas para agitar a indiferença dos paroquianos e nunca os reprovou. De joelhos diante do tabernáculo e da imagem da Virgem, permanecia longo tempo em oração, comendo apenas o necessário para viver, dormindo poucas horas durante a noite.
Ainda que detraídos e despreocupados, os paroquianos começaram a acudir e vendo o Pároco ajoelhado, ajoelhavam-se também, e rezavam com ele. Antes de dois anos Ars converteu-se em caminho de peregrinação de todas as partes da França e da Europa.
0 sacerdote tardio de inteligência, que no primeiro momento não havia tido licença para exercer o ministério da confissão, converteu-se no confessor dos mais obstinados pecadores, e em Ars encontraram a luz da fé. Os peregrinos acorriam antes de amanhecer à aquela igreja que trinta anos antes se encontrara vazia:
“Diga-me onde está Ars, e eu lhe indicarei o caminho do céu”, havia dito São João Maria a um pastorzinho antes de chegar à sua paróquia. O caminho do céu ele havia indicado a milhares de almas, e também se mostrou àquele pastorzinho, que pouco dias depois da morte de seu Pároco o alcançou no céu. O Santo morreu em 4 de agosto de 1859, aos 73 anos.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Formação Litúrgica


 FORMAÇÃO COM D. EDMAR PERON
Bispo Auxiliar - Região Belém

O Setor Vila Alpina, na manhã de sábado do dia 28 de Julho, promoveu uma formação litúrgica, com o Bispo Dom Edmar Peron, na Paróquia Santa Bernadette.

A formação foi marcada por dois momentos:


 O primeiro momento, foi mais teológico, sob a luz do Dei Verbum ( Título da Constituição Dogmática do Cocílio Vaticano II sobre a Divina Revelação) um documento importante para compreender o serviço da Palavra de Deus, e também o 50º AG - CNBB, abaixo postados:

               

              



Abaixo também, algumas considerações de Dom Edmar,  gentilmente cedidas das anotações da Anne (catequista do Crisma), que marcou presença no encontro:

Sobre a proclamação da Palavra:
"Proclamar é anunciar uma palavra grande - colocar esta Palavra no seu interior para depois proclama-lá/anuncia-lá."

Sobre a questão do silêncio, nas nossas celebrações:
"Recolher-me para receber a Palavra de Deus."
"O silêncio é a porta do Espírito para que a palavra caia em nosso coração"
"A porta da Igreja é o limite das nossas conversas; vão até ali, a conversa não entra..."

Sobre a leitura orante da Palavra de Deus:
"...quando lês é Deus que te fala, quando rezas, és tu que falas a Deus" Santo Agostinho

"A Liturgia não é show é um diálogo exigente e necessário."

Houve uma pausa para o café e logo após  Dom Edmar respondeu as perguntas com relação a liturgia nos diversos ministérios presentes: leitores, ministros das exéquias,extraórdinários da Eucaristia, canto, enfermos.


Algumas fotos deste encontro:



  






quinta-feira, 2 de agosto de 2012

AGOSTO - MÊS DAS VOCAÇÕES

Tradicionalmente, celebramos o mês de agosto como o mês vocacional, onde somos convidados pela Igreja 
a rezarmos por todas as vocações.

 


Origem:

O mês vocacional tem sua origem logo após o Concílio Vaticano II.Com o objetivo de despertar a consciência das comunidades para a sua co­rresponsabilidade, num período de crise das vocações de especial consagração. Em 1970 surgia a primeira experiência do mês vocaciona no Brasil. Esta iniciativa deu certo e, em 1981, a Assembléia Geral da CNBB instituiu o mês de agosto como mês vocacional para todo o Brasil.Vejamos algumas definições de vocação:

A cada domingo rezamos por uma determinada vocação:
No primeiro domingo do mês, rezamos pelos ministros ordenados, os sacerdotes de nossa Igreja.
No segundo domingo, como de costume no calendário civil, é o Dia dos Pais e neste domingo rezamos pelas famílias.
Já no terceiro domingo, celebrando a Assunção de Nossa Senhora, rezamos pela vida consagrada.
Quarto domingo, rezamos por todos os leigos e leigas, os chamados aos ministérios e serviços na Comunidade e Sociedade, celebramos o dia do catequista.

Vejamos algumas definições sobre vocação:

"Vocação: um chamado de Deus que requer de cada um de nós uma resposta."

"Vocação é o encontro de duas liberdades: a de Deus que chama, a do homem que responde."

"Vocação é um dom, uma graça, um chamado especial que Deus faz a cada um de nós."

Portanto, Todos somos chamados pelo Senhor Jesus para uma missão na comunidade eclesial e to mundo, ou seja, somos todos vocacionados!

                               VOCÊ JÁ PENSOU NISSO?